Reduzir os riscos

Entre os aspectos emocionais destacam-se os transtornos alimentares, que podem ocorrer de forma escondida e que estão diretamente relacionados a um maior risco de complicações agudas e crônicas precoces da pessoa com diabetes.

Os pacientes jovens com diabetes tipo 1 fazem parte de um grupo mais vulnerável para o desenvolvimento de transtorno alimentar (risco 2 a 4 vezes maior), principalmente as do sexo feminino.

Após o diagnóstico, a rotina e a preocupação constante com a alimentação, contagem de carboidratos e uso de múltiplas doses de insulina podem causar uma recuperação ou aumento do peso corporal, comparado ao do momento do diagnóstico. Manipular ou omitir a dose de insulina com o objetivo de perder peso é um comportamento de risco conhecido como “diabulimia” e deve ser investigado.

Também é preciso estar atento no diabetes tipo 2 ao ganho de peso e comportamento alimentar, pois é mais frequente a presença do Transtorno de Compulsão Alimentar.

Estes são alguns dos sinais de alerta para a presença de um transtorno alimentar em pessoas com diabetes:

  • Negligência no gerenciamento do diabetes, incluindo o monitoramento das glicemias capilares, a titulação da insulina (omissão de insulina) e a adesão a outros medicamentos;
  • Ganho ou perda significativa de peso;
  • Dietas frequentes e preocupação com a composição dos alimentos;
  • Visão negativa da imagem corporal/baixa autoestima;
  • Sintomas depressivos, incluindo o humor triste, baixa de energia, falta de concentração;
  • Níveis sempre altos da Hemoglobina glicada (A1c);
  • Glicemias constantemente elevadas;
  • Dislipidemia (aumento dos níveis de triglicerídeos e colesterol);
  • Cetoacidose diabética de repetição/hipoglicemias graves sem justificativa aparente;
  • Complicações microvasculares (retinopatia, nefropatia, neuropatia) de início precoce.

É importante que a pessoa com diabetes e seus familiares estejam atentos ao plano alimentar, prática de atividade física regular, tomada de medicamentos, realização de exames e monitorização da glicemia para um controle adequado. Saber usar os dados coletados para resolver problemas e desenvolver estratégias educacionais mais apropriadas.

Reduzir os riscos